Faço parte de um grupo de teatro que realiza apresentações de uma peça infantil em orfanatos, creches e ONGs. Neste sábado, particularmente, constatei o poder da arte como instrumento de inclusão social.
A associação em que apresentamos (ABCD Nossa Casa) oferece, além do abrigo às crianças, cursos e experiências artísticas àqueles pequeninos que encontram-se em situação de risco social. Portanto, todos ali faziam aulas de teatro ou dança ou música.
A diferença foi notória: essas crianças exalavam idéias, paixão, planos para o próximo espetáculo. Havia uma perspectiva de futuro, calcado na beleza e encantamento da arte.
Ter um espetáculo para apresentar no final do ano significa ter um objetivo a cumprir. E a vida não tem sentido se não houverem objetivos a serem atingidos. Estes são a força motriz, o combustível para aquelas crianças, que estão vulneráveis à violência, contato com drogas e diversos outros fatores de um submundo desumano em que muitos brasileiros vivem.
O contato com uma atividade artística proporciona o desenvolvimento criativo, intelectual, além de contribuir no aprendizado de relacionamento com os demais. Nos palcos não se distinguem a classe social, opção sexual, etc. Todos podem ter o sentimento de pertencimento a sociedade, ou ao mundo que criarem.
A arte é um fenômeno que mobiliza seres de todas as classes sociais, sexo e níveis de instrução, e pode proporcionar o deslocamento, tanto do artista quanto do espectador, a um mundo belo, diferente, criado pelo envolvidos.
Educa, humaniza e é um refúgio à dura realidade.
terça-feira, 2 de março de 2010
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